UE condena intimidação contra mobilização para distribuir ajuda na Venezuela

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EFE/Ernesto Guzmán Jr.

A União Europeia (UE) condenou neste domingo a intimidação contra as pessoas que se mobilizaram para permitir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela e pediu moderação às forças de segurança do país, e que permitam sua distribuição.

“Fazemos um forte apelo aos órgãos de segurança e de cumprimento da lei para que mostrem moderação, evitem o uso da força e permitam a entrada de ajuda”, afirmou a alta representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, em nome dos 28 países do bloco.

Além disso, Mogherini deixou claro em comunicado que a UE “repudia o uso de grupos armados irregulares para intimidar civis e legisladores que se mobilizaram para distribuir ajuda”.

A chefe da diplomacia da UE lamentou que a piora das condições de vida na Venezuela, associada com a “crise multidimensional que assola o país”, esteja “causando cada vez mais impacto em mais venezuelanos”.

Segundo Mogherini, a recusa do regime do presidente Nicolás Maduro em “reconhecer a emergência humanitária”, está levando a uma escalada de tensões.

A diplomata italiana indicou que há “relatos preocupantes” de atos de violência e um “crescente número de vítimas”, em particular nas áreas fronteiriças e entre a comunidade indígena Pemon.

Mogherini lembrou que a UE já comprometeu mais de 60 milhões de euros entre 2018 e 2019 em ajuda humanitária e para o desenvolvimento na Venezuela, com o objetivo de “aliviar o sofrimento dos mais vulneráveis”.

Nesse contexto, Mogherini lembrou o compromisso da UE em “ajudar os que necessitam durante o tempo que for necessário”, com um reforço na assistência e trabalhando em “mecanismos de coordenação” sob a liderança das agências da ONU relevantes, de acordo com os “princípios de humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência”.

Além disso, a alta representante da UE afirmou que as origens da crise na Venezuela são “políticas e institucionais”, por isso “a solução só pode ser política”.

“Reiteramos nossa firme rejeição e condenamos a violência e qualquer iniciativa que possa enfraquecer ainda mais a região”, ressaltou Mogherini.

A chefe da diplomacia da UE insistiu que o povo venezuelano “já sofreu muito” e que é hora de permitir “que eles decidam seu futuro”.

“Renovamos firmemente nosso vínculo com a restauração da democracia por meio de eleições presidenciais livres, transparentes e críveis”, enfatizou Mogherini, que garantiu que a UE, através do Grupo Internacional de Contato, “está disposta a apoiar este processo”.