PDG Realty diz que está finalizando plano para iniciar projetos

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A incorporadora PDG Realty, em recuperação judicial, informou que está finalizando o planejamento estratégico de curto e médio prazos, iniciado no fim de 2018.

“Neste trabalho, além de planejarmos o retorno dos lançamentos, estamos buscando identificar novas oportunidades que permitam à PDG diversificar seus produtos e serviços, gerando receitas recorrentes adicionais para fortalecer o caixa”, explicou o diretor-presidente, Vladimir Ranevsky, durante teleconferência com investidores e analistas.

Ranevsky disse que, em paralelo, a companhia continua focada na redução das despesas gerais e administrativas. O número de funcionários da PDG foi cortado de 10.752, no auge das atividades, em 2012, para 212 no início de 2019.

Ele acrescentou que a incorporadora também seguirá buscando escoar o estoque, que soma 4.570 unidades, avaliadas em R$ 1,8 bilhão. Desse total, 29% são imóveis prontos, 8% têm entrega prevista para 2019, 36% para 2020 e 27% após 2020. A companhia ainda tem obras paralisadas devido à falta de recursos.

Endividamento

Em recuperação judicial desde 2017, a PDG mantém o desafio de quitar dívidas volumosas.

O saldo da dívida concursal (inserida no processo de recuperação) era de R$ 759 milhões no fim do primeiro trimestre de 2019. Com o plano de recuperação aprovado no fim de 2017, a companhia reduziu sua dívida de R$ 4,627 bilhões para R$ 838 milhões por meio de descontos nos valores e renegociação com credores.

Nos primeiros três meses do ano, a PDG amortizou R$ 256 milhões em dívidas concursais, considerando o aumento de capital, o pagamento aos credores e a entrega de imóveis. Segundo Ranevsky, esse valor deve crescer nos próximos meses, com a continuidade das amortizações.

Já a dívida extraconcursal (que ficou de fora das renegociações dentro do processo de recuperação judicial) totalizou R$ 2,820 bilhões em termos brutos no fim do primeiro trimestre de 2019, alta de 2% em relação ao fim do quarto trimestre de 2018. Nesse período, as disponibilidades do caixa permaneceram estáveis em R$ 138 milhões. Com isso, a dívida líquida subiu 2%, para R$ 2,682 bilhões.

A PDG tem R$ 771 milhões a receber decorrentes das vendas e R$ 815 milhões de custos a incorrer com obras.