Operação prende 53 policiais em São Paulo suspeitos de envolvimento com PCC

A Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco cumprem 54 mandados de prisão preventiva contra policiais militares e 5 de prisão temporária contra integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), na manhã desta terça-feira (18), em uma delegacia na zona sul de São Paulo.

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Operação prende 53 PMs de SP suspeitos de envolvimento com PCC

Imagem: Folhapress Luís Adorno e Nathan Lopes Do UOL, em São Paulo 18/12/2018 07h55Atualizada em 18/12/2018 15h06

Na manhã desta terça-feira (18), ocorreu uma operação que prendeu 53 policiais militares de São Paulo suspeitos de colaborar com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Apenas um policial que está de férias está foragido.

Mais três civis são suspeitos de integrarem o PCC, foram presos na operação. Outros dois suspeitos estão foragidos. Durante a operação, um outro civil foi detido em flagrante, sob suspeita de colaborar com o tráfico de drogas.

Todos os policiais na lista de mandados de prisão trabalham no 22º Batalhão da PM, no Jardim Marajoara, zona sul paulistana, a 15 quilômetros do centro da capital paulista. Nenhum nome dos suspeitos foram revelados.

As investigações indicam que os suspeitos estariam envolvidos em um esquema de corrupção e de ligação com o tráfico de drogas apurado pela Corregedoria da PM paulista desde fevereiro.

A operação desta terça-feira é comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ligado ao MP, e pela própria Corregedoria.

O nome da operação é Ubirajara. Em nota, a PM diz que a “operação recebeu este nome por conta de ter se iniciado no bairro Ubirajara, na zona sul”.

A Polícia Militar diz que as investigações apontam para os “crimes de corrupção passiva, concussão, associação ao tráfico de drogas, integrar organização criminosa, além de outros ilícitos penais militares e comuns”.

Fachada do 22º Batalhão da Polícia Militar, na zona sul – Reprodução/Google Maps

De acordo com a Corregedoria, todos policiais militares procurados fariam parte do 22º Batalhão da PM (Polícia Militar), no Jardim Marajoara, próximo ao início da avenida Interlagos. Os policiais serão levados para o presídio Romão Gomes, no Tremembé, zona norte.

A investigação, que começou após interceptações telefônicas em fevereiro, acredita que os funcionários da segurança pública teriam auxiliado os trabalhos do PCC. A ação conta com a participação de promotores de Justiça e 450 policiais militares, sendo 280 corregedores e outros 170 do 2º Batalhão do Choque.

Ao todo, foram cumpridos durante o dia 86 mandados de busca e apreensão (70 expedidos pela Justiça Militar e 16 expedidos pela Justiça comum). A operação foi desencadeada em 19 municípios em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No texto, “a Polícia Militar reafirma não compactuar com ações praticadas por seus integrantes ou quaisquer outros atos que atentem contra a disciplina e os valores e deveres militares, sendo implacável na apuração para apresentar as provas ao poder judiciário e para retirar da Instituição os indignos de ostentar a sagrada bandeira do Estado de São Paulo em seu uniforme”.