Segundo informa a página oficial do Foro de São Paulo, no próximo 25 de julho se realizará o XXV Encontro dessa organização em Caracas. Basta ler o programa de atividades, publicado na tal página, para se dar conta dos objetivos da reunião.

O Foro de São Paulo (FSP) procurar relançar a organização, depois do retrocesso que significou para ela as vitórias de Trump (Estados Unidos), Bolsonaro (Brasil) e Duque (Iván, Colômbia), e as derrotas sofridas por seus candidatos em vários países latino-americanos. O FSP considera que a direita perdeu sua grande oportunidade, por não saber aproveitar os triunfos obtidos, e que chegou a hora de uma revanche.

Lançamento

O FSP atua como uma transnacional que conjuga os recursos de cada uma das organizações-membro para conseguir objetivos regionais. Quer dizer, enquanto as instituições de cada país se defendem em separado, o Foro de São Paulo funciona como uma maquinaria continental perfeitamente acoplada. Evidentemente, aquelas estão em desvantagem frente a esta.

Na Colômbia, por exemplo, o FSP faz uso do território e dos recursos do Estado venezuelano, assim como o poder de fogo das FARC e do ELN, para desestabilizar o presidente Iván Duque e apoiar a candidatura de Gustavo Petro. No Brasil, utiliza a maquinaria burocrática controlada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), junto com as redes européias da esquerda, para desprestigiar o presidente Bolsonaro. E assim sucessivamente.

Em muitos casos, o financiamento de suas operações provém do narcotráfico, como bem o denunciou na Espanha o Presidente do TSJ Legítimo da Venezuela, Miguel Ángel Martín . É importante ressaltar que as FARC constituem o primeiro cartel da cocaína do hemisfério ocidental, embora talvez atualmente tenham sido rebaixadas pelo Cartel dos Sóis da Venezuela.

Prevê-se que os projetos que se discutirão no XXV Encontro do Foro de São Paulo incluam: aproveitar as incoerências da oposição venezuelana para manter Nicolás Maduro no poder, respaldar o governo de Daniel Ortega na Nicarágua, avalizar a candidatura ilegal de Evo Morales na Bolívia, garantir o êxito da agenda do presidente López Obrador no México, respaldar política e financeiramente as candidaturas de Gustavo Petro na Colômbia e Cristina Kirchner na Argentina, lutar conjuntamente pela libertação de Lula da Silva no Brasil e fortalecer as relações com o fundamentalismo islâmico, entre outros muitos projetos.

Enquanto este processo tão grave se desenvolve, não existe estrutura similar, mas com sinal contrário, que lhe faça frente. Urge conformar um anti-Foro de São Paulo que prepare uma estratégia similar diametralmente oposta e que defenda a democracia, as liberdades e os direitos humanos na América Latina.

Tradução: Graça Salgueiro