I can smell something cooking 
I can tell there’s going to be a feast 
You know, baby, that sometimes 
Satan comes as a man of peace. 

Bob Dylan“A man of peace”

Woodrow Wilson International Center for Scholars

O Centro Woodrow Wilson foi criado em 1968 pelo Congresso dos EUA, como “um centro privado de investigação e documentação política”. O Centro é dirigido por uma junta composta por 8 funcionários oficiais, dentre os quais o Secretário de Estado, e outras 11 personalidades do setor privado, porém nomeadas pelo governo. Entre essas personalidades figuram luminares das finanças, como John Reed, presidente do Citibank, Max Kampelman, presidente honorário da Liga Anti-difamação B’nai B’rith, e Dwayne O. Andreas, presidente do gigantesco cartel graneleiro Archer Daniels Midland. Condoleezza Rice, atual Secretária de Estado, é Membro do Board of Trustees.

Parece-me, no entanto, que o centro se dedica a um outro tipo de ideologia, baseada no pacifismo utópico e nas idéias messiânicas do ex-Presidente americano que lhe dá o nome, de reformular o mundo pela remoção do que lhe pareciam as causas das injustiças e da guerra, considerando uma “missão sagrada” dos EUA a imposição da democracia, do livre mercado e do liberalismo, uma espécie de comunismo com o sinal trocado. Segundo Gaddis [2], a história subseqüente do século XX foi, em grande parte, a repercussão da luta entre estas duas ideologias – Wilson x Lenin. Logo após o término da I Guerra Mundial, em janeiro de 1918 e apenas dois meses e meio após o golpe de estado bolchevista – a “Revolução de Outubro”, que não passou de um golpe – Wilson lança seus famosos 14 pontos como garantia para a Paz entre as Nações [3]. É interessante comparar com os Artigos de Kant, acima referidos, principalmente o início do discurso de Wilson [It will be our wish and purpose that the processes of peace, when they are begun, shall be absolutely open and that they shall involve and permit henceforth no secret understandings of any kind] com o primeiro Artigo de Kant [No conclusion of Peace shall be held to be valid as such, when it has been made with the secret reservation of the material for a future War].

Chamo a atenção para os seguintes pontos de Wilson que são relevantes para o estudo posterior:

IV. Deverão ser estabelecidas garantias adequadas de que os armamentos nacionais serão reduzidos ao mínimo necessário à segurança interna. (Kant ia mais longe: Exércitos permanentes deverão ser completamente abolidos no futuro). Vemos aqui o germe de decisões atualíssimas que estudaremos adiante.

XIV. Uma associação geral de nações deverá ser formada através de contratos específicos para o propósito de proporcionar garantias mútuas de independência política e territorial para todos os Estados, independentemente de seu tamanho. Este ponto serviu de base para a Fundação da falida Liga das Nações e mais tarde da ONU. Diferentemente da primeira, no entanto, a atual não está nada propensa a aceitar as garantias asseguradas por Wilson quanto à independência dos Estados, mas cada vez mais se aproxima da formação de um Governo Mundial centralizador.

COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS

Já esta organização, veladamente admite que a paz mundial só poderá ser estabelecida através de um único governo Mundial, embora a descrição de sua “missão” seja insossa e um primor de inocuidade [4]: O CFR, fundado em 1921, é uma organização nacional não-partidária, que não visa o lucro, dedicada a promover o entendimento das relações internacionais e a contribuir com idéias para a formulação da política externa dos Estados Unidos. Curiosamente, no entanto, seus arquivos, que “contém todos os registros históricos das atividades e crescimento” não podem ser consultados livremente pois todos ficam inacessíveis por 25 anos após a data de edição original [5].

O CFR foi entronizado no governo americano através de John Kennedy e desde então seus membros estão sempre presentes nas administrações democratas bem como na grande mídia, instituições financeiras, multinacionais, corporações militares e de segurança. Kennedy nomeou membros ativos do CFR para seus dois principais Secretários – de Estado e Defesa – respectivamente Dean Rusk e Robert McNamara. Nove meses após a posse, em 25 de Setembro de 1961, Kennedy apresentou ao plenário da ONU uma proposta intitulada Freedom from War: The United States Program for General and Complete Disarmament in a Peaceful World (Livre da Guerra: Proposta dos Estados Unidos para Desarmamento Geral e Completo num Mundo de Paz), que se tornou conhecida como Department of State Publication 7277 [6].

Este documento servia aparentemente para controlar os armamentos nucleares estratégicos e ao uso pacífico do espaço. Previa uma evolução em três estágios. Já no primeiro sugeria a redução das tropas convencionais Americanas e Soviéticas limitando-as a 2.1 milhões de efetivos respectivamente, proibia testes nucleares e propunha poderes à ONU para a manutenção da paz, arbitramento de conflitos, desenvolvimento de legislação internacional prevendo limites de armamentos para todos os países através de uma Organização Internacional de Desarmamento (IDO) e da manutenção de uma Força da Paz (Peace Force) permanente com poder de coerção, estabelecendo regras para todos os países do mundo. No segundo previa o aprofundamento destas medidas e o fim da produção de armas químicas, bacteriológicas e radiológicas. No terceiro, várias medidas são sugeridas. Para o que interessa aqui: redução de todas as tropas e armamentos convencionais ao nível de garantia da ordem interna em cada País, proibia a produção de armamentos com exceção da produção destinada à Força de Paz da ONU, sendo que todos os demais armamentos deveriam ser destruídos ou convertidos para propósitos pacíficos.

Em suma: propunha a castração da capacidade de defesa e ataque de todos os Países do mundo. Este item deixa em aberto até mesmo as armas de defesa pessoal, a critério da ONU!

Fazem parte do Conselho Administrativo atual do CFR várias personalidades que já exerceram cargos de primeiro escalão em Administrações Democratas, como Carla Hills, Robert E. Rubin, Richard N. Haass (atual Presidente), Peter Ackerman, Madeleine K. Albright e muitos outros. O interessante para nosso estudo específico é o fato de que o Chairman do Board of Trustees é o brasileiro Luiz Felipe Lampreia que foi Ministro das Relações Exteriores do Brasil nas duas administrações de Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 2001), além de ter exercido outros cargos como Representante Permanente junto à ONU (Genebra, 1993-94), Secretário Geral do Ministério das Relações Exteriores (1992-93) e Sub-Secretário do Ministério das Relações Exteriores (1988-90). Ocorre que o mesmo Lampreia é simultaneamente o Presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) [7]. O CEBRI possui Forças-Tarefa sobre a ALCA e os EUA. Da primeira fazia parte Marco Aurélio Garcia (quando era Secretário de Cultura de São Paulo), o então Senador Roberto Requião e Clovis Brigagão (Universidade Cândido Mendes) [8]. Coincidentemente, mantém estreita ligação com o Movimento Viva Rio com o qual patrocinou, juntamente com o Center on International Cooperation, seminários sobre Transformações nos Arranjos Multilaterais de Segurança: Perspectivas Latino-americanas – do qual participaram Antônio Rangel Bandeira, Rubem César Fernandes e o onipresente Marco Aurélio Garcia [9].

TRILATERAL COMMISSION

A Comissão Trilateral [10] idealizada por Zbignew Brzezinski, Assessor de Segurança Nacional da Administração Carter, foi criada em 1973 por David Rockefeller, Presidente do Chase-Manhattan Bank, com a função de coordenar industrial, econômica e politicamente as atividades dos vários governos da América do Norte, Ásia e Europa desenvolvendo o conceito de “interdependência crescente” para intensificar a liderança mundial das nações industrializadas do Hemisfério Norte. Constitui uma evolução natural das organizações internacionais de elite do tipo do já descrito CFR, baseado nos EUA, e do Bilderberg Group, baseado na Europa. (Omiti o estudo deste importantíssimo grupo para não alongar demais o artigo). No entanto a CT difere significativamente destas organizações por ter substituído o Atlanticismo pelo Trilateralismo, com a inclusão do Japão.

A CT pode ser definida como o comitê executivo de assessoria ao capital financeiro internacional. Segundo Richard Falk, sua perspectiva ideológica representa a visão de mundo transnacional das corporações multinacionais que pretendem substituir as políticas territoriais por objetivos econômicos não-territoriais. Uma de suas funções, portanto, é combater o nacionalismo e a própria noção de “Estados Nacionais”. A “interdependêcia crescente” dos anos 70 que motivaram sua fundação – inicialmente por apenas três anos – vem se aprofundando no sentido de “globalização”. Sua perspectiva vem mudando paulatinamente, levando em consideração as dramáticas mudanças do sistema internacional. Segundo o Professor de Economia da Universidade Estadual da Califórnia-Los Angeles e Pesquisador Senior da Universidade de Stanford, Dr. Sutton, que rastreou o desenvolvimento da CT desde seus primeiros passos, ela vem se encaminhando no sentido de dar um impulso final para a criação de um Governo Mundial, ou Nova Ordem Mundial. Ele afirma que muitos Americanos se deixam enganar ao apoiá-la pois ela representa uma ameaça mortal à Soberania Nacional dos EUA bem como do bem-estar econômico de seu povo. Imagine-se o que não dizer dos Países, como o Brasil, que nem incluídos estão em suas discussões!

Bom, não é bem assim: o Brasil não, mas alguns de seus políticos sim. Fernando Henrique Cardoso é o enfant gâté da Comissão Trilateral, onde tem apresentado vários trabalhos e é incensado por seus membros como a grande esperança de transformação na América Latina, restaurador da governabilidade democrática e das políticas dos direitos humanos na região [11]. Para uma Organização que defende a globalização e o Governo Mundial pode-se avaliar as ações dos oito anos de Governo nacional do PSDB e concluir com certeza de que não se trata de um Partido nacional, como já vimos que o PT não é, mas sim um Partido a serviço das ideologias globalizantes daqueles que se auto-denominam “elite” internacional. Assim como seu irmão siamês, o PT, sua política de privatizações, p. ex., nada tinha de capitalista mas visava a internacionalização da economia nacional para os grandes cartéis transnacionais. Por esta razão, a criação simultânea das famigeradas “agências reguladoras” através das quais mantém-se o controle estatal. Explica, também, a política externa anti-americana e de apoio total à ONU, continuada pelo PT.

* * *

Impõe-se uma advertência antes de prosseguir. As investigações acima sugerem que todos estes movimentos anti-nacionais são baseados nos EUA, o que daria razão às interpretações delirantes dos ultranacionalistas e das esquerdas – que não deliram, sabem muito bem da verdade mas não lhes convém difundir – de que os EUA estão preparados para invadir o Brasil, principalmente a Amazônia. Ora, isto é baseado numa interpretação simplista e mesmo simplória que vê os EUA como um todo homogêneo, quando na realidade estão divididos a ponto de que em alguns momentos quase chegam à ruptura, como abordei nos meus artigos sobre a América dividida e os inúmeros artigos de Olavo de Carvalho aqui em Mídia Sem Máscara e no seu site. Uma das expressões mais bobas é a criada pelas esquerdas e adotada alegremente pela ultradireita, a da existência de um “consenso de Washington”. É impossível haver consenso de Washington se não existe consenso em Washington. Leitura recomendável é From Carroll Quiguley to the UN Milenium Summit: Thoughts on the New Wordl Order [12], de Steven Yates.

O DIÁLOGO INTERAMERICANO [13]

Em 1982 duas ocorrências levaram pânico aos países ricos: a Guerra das Malvinas e a crise da dívida externa que apresentava sérios riscos de default. Aproveitando o caos político e institucional na América Latina, interesses internacionais moveram-se rapidamente buscando manter seu domínio político e econômico na região. Desse esforço surgiu o que se convencionou chamar Diálogo Interamericano. Em junho, julho e agosto de 1982 foram organizados três seminários para debater as repercussões da guerra das Malvinas nas relações interamericanas, sob os auspícios do Centro Woodrow Wilson.

No primeiro dos três seminários realizados após o término da guerra das Malvinas, Heraldo Muñoz, então professor da Universidade do Chile, argumentou que o intento (argentino) de recuperar a soberania sobre as ilhas Malvinas “só foi possível porque não havia um governo democrático na Argentina”. Muñoz, posteriormente, foi nomeado embaixador do Chile perante a OEA (Organização dos Estados Americanos).

O Diálogo Interamericano propunha estabelecer estruturas supranacionais para atuar no continente, vigiando as atividades militares e promovendo ações intervencionistas “sempre que necessário”. Dez anos depois – governo Clinton, um membro ativo dos mais importantes do CFR – o Diálogo Interamericano anunciou um plano para eliminar, a curto prazo, a soberania dos estados da América Latina, substituindo suas funções por uma rede de instituições supranacionais subordinadas aos interesses hegemônicos transnacionais, via Nações Unidas, FMI, e uma série de Organizações Não Governamentais. Esse projeto baseava-se no argumento de que “a soberania dos estados nacionais não poderia constituir-se num escudo atrás do qual governos ou grupos armados poderiam se esconder”, numa clara menção à ideologia wilsoniana – e kantiana. Não por coincidência, movimentos de guerrilhas no México, Colômbia, Peru e Guatemala passaram para a primeira página dos jornais, servindo para estimular as diretrizes do Diálogo Interamericano, forma de intimidação e erosão dos Estados Nacionais. Também foram incrementadas campanhas para a formação de nações indígenas independentes, como no caso dos Ianomami.

Outras ameaças aos Estados Nacionais foram feitas por parte do Diálogo Interamericano: suspensão da assistência econômica bilateral, estimulando a criação de instituições supranacionais e sujeitando a elas a ajuda, embargo de exportações e importações vitais, suspensão de ajudas militares, de fornecimento de equipamentos e, finalmente, a possibilidade de intervenções militares. O modelo também previa a internacionalização das economias nacionais via privatizações fajutas – como a do discípulo FHC – possibilidade total de especulação financeira e até recomendação de que deviam ser suspensos os direitos sociais de algumas constituições de países da América Latina, como forma de “incrementar investimentos”.

Foi questionada a missão dos militares, infensos a aceitar a transformação de nosso território numa imensa fazenda exportadora de matérias-primas e de produtos semi-manufaturados e sub-valorizados. Foi sugerido então que se construísse uma “rede democrática” com poderes suficientes para opor-se “aos comunistas e aos militares”, colocados, assim, em pé de igualdade. Daí nasceu a Resolução da OEA sobre o monitoramento das democracias no continente. O foco dos países ricos passou a ser não mais somente os movimentos comunistas, que já não são considerados tão perigosos após o “fim da guerra fria” – que como vimos pelos documentos de Golitsyn não passa de uma farsa – mas também as ações dos militares do continente em defesa das respectivas soberanias nacionais.

Para lograr este último objetivo, o documento do Diálogo considerou ser urgente reduzir a participação militar em “assuntos civis”. Em fins do ano de 1986, o Diálogo pôs em marcha um projeto que culminou com a publicação, em 1990, do chamado “Manual Bush”, uma obra anti-militar editada em espanhol com o título “Los Militares y la Democracia: El Futuro de las Relaciones Cívico-Militares en América Latina”, que sugeria o desencadeamento de uma guerra econômica contra os militares latino-americanos, assinalando que “o nível de recursos a ser destinado aos militares” deveria ser questionado e mudado, como uma das formas mais efetivas de “conter a influência das Forças Armadas” dos países ao sul do Rio Grande. O flanco econômico transformar-se-ia, assim, rapidamente, no ponto forte da guerra contra os militares da América Latina. A Comissão Trilateral [14], como vimos acima, defende a substituição das Forças Armadas dos países subdesenvolvidos, notadamente da América Latina, por forças regionais de defesa, que por aqui até já nome: Força Interamericana de Defesa.

Um outro fator de risco é o considerado como excessivo crescimento populacional nos países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, pois “o excesso populacional agride a natureza e provoca o aquecimento da Terra”. Foram também recomendados pactos mundiais para forçar as nações atrasadas ao cumprimento de rigorosas medidas protecionistas do meio ambiente, em troca da promessa de redução de suas dívidas externas. Ao propor a criação de forças regionais de defesa, foi assinalado que a Guerra Fria acabara e que não havia mais riscos de comunismo na América Latina. Sobre a eliminação das Forças Armadas nacionais, a conclusão da Trilateral é a de que em muitos países da América Latina elas tendem a “ser promotoras institucionais vigorosas de comportamentos nacionalistas”.

Embora reconhecendo que as nações necessitam de Forças Armadas, sugere-se que elas devam ser “reestruturadas” segundo as normas fixadas pela “Nova Ordem Mundial”: cortes orçamentários, redução de efetivos, abandono da missão histórica de defender o Estado Nacional, participação em forças multinacionais, etc. “As Forças Armadas terão que aceitar que as coisas não podem continuar como até agora; que certas mudanças terão que ser feitas, porque há uma mudança muito forte em nível mundial que indica que as grandes organizações de tipo estatal estão em crise (…) As Forças Armadas, como uma instituição estatal, sofrem o mesmo destino que todos os demais organismos do Estado: perdem poder, perdem dinheiro e perdem lugar”.

O desmoronamento dos soldos dos militares e do seu prestígio, através de uma sistemática campanha para ligá-los à tortura – no Brasil aos “anos de chumbo” – a par com vultuosas indenizações pagas aos guerrilheiros e terroristas por eles combatidos nas décadas de 60/70 que servem muito mais para dar justificativa à campanha de desmoralização e só secundariamente ao aumento das suas contas bancárias – criaram uma “profunda crise de identidade entre os militares no continente”, assegurou que “está crescendo a brecha entre gerações novas e velhas” na instituição militar, e que “a geração mais jovem está imbuída do ponto de vista da sociedade civil (..) Ao ir-se ajustando as novas democracias ao neoliberalismo, os militares tendem a uma visão retrospectiva de buscar o nacionalismo e de regressar à política antiga. Porém, isso mudará, pois a profissão de militar está a ponto de converter-se em uma profissão como qualquer outra”.

Um outro perigoso movimento destinado a fragmentar as nações latino-americanas é o chamado “Movimento pelos Direitos Indígenas”, grupos que operam em quase todos os países do continente. Onde não há indígenas nativos, missionários e antropólogos estrangeiros os constituem ou reconstituem. Esse movimento é financiado, dirigido e promovido desde o exterior como uma força dirigida explicitamente contra o Estado Nacional. Observe-se que em fevereiro de 1993, o Diálogo Interamericano constituiu um grupo de trabalho encarregado de “Divisões Étnicas e a Consolidação da Democracia nas Américas”, com o objetivo expresso de “estimular o debate entre os povos do hemisfério sobre a relação entre os governos e os povos indígenas”, e se propôs emitir aos governos da região “recomendações programáticas práticas” sobre a matéria. FHC, membro nato do Diálogo, tinha sido até então o Presidente latino-americano que mais dilapidou o Poder Nacional em favor da Nova Ordem a quem, na realidade, serve e presta contas. Só Lula o supera e veremos no próximo artigo porquê.

Leia também A colheita I – O Eixo do Mal Latino-Americano

A seguir: O PACTO ESTRATÉGICO ENTRE O FORO DE SÃO PAULO E O DIÁLOGO INTERAMERICANO

[1] Perpetual Peace. A Philosophical Essay. 1795. In: Kant’s Principles of Politics, including his essay on Perpetual Peace. A Contribution to Political Science, trans. W. Hastie (Edinburgh: Clark, 1891). Pode ser encontrado on-line em:

http://oll.libertyfund.org/Texts/Kant0142/PrinciplesOfPolitics/HTMLs/0056_Pt05_Peace.html

[2] cf. John Lewis Gaddis, We Now Know: Rethinking Cold War History, Oxford Univ Press, 1997. Para os famosos 14 pontos de Wilson ver

http://www.historicaldocuments.com/WoodrowWilsons14Points.htm

[3] http://www.historicaldocuments.com/WoodrowWilsons14Points.htm

[4] http://www.cfr.org/about/cfr_mission.html

[5] cf. http://infoshare1.princeton.edu/libraries/firestone/rbsc/finding_aids/cfr/index.html, também em http://www.cfr.org/about/history/cfr_archives.htmln

[6] http://www.freedomdomain.com/freefromwar.htm

[7] http://www.cebri.org.br/01_principal.cfm

[8] http://www.cebri.org.br/01_principal.cfm

[9] http://www.vivario.org.br/publique/media/emailsparticipantes.pdf e

http://www.vivario.org.br/publique/media/Lista_Participantes_27fev04.pdf

[10] http://www.trilateral.org/about.htm e

http://www.freedomdomain.com/neworder/trilateral01.html

[11] http://www.trilateral.org/annmtgs/trialog/trlgtxts/t53/cav.htm e

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52581998000100001

[12] http://www.lewrockwell.com/yates/yates14.html

[13] Esta seção está baseada nas investigações de Carlos Ilich Santos Azambuja em http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=3822 e complementarmente nos seguintes sites:

www.iadialog.org/main.html,

http://www.trilateral.org/about.htm e http://www.armaria.com.br/chagas.htm.

No entanto, a literatura é abundante e não poderia ser tratada num único artigo. Também já foi parcialmente abordada nos meus artigos anteriores.

[14] http://www.trilateral.org/about.htm