Guaidó diz que militares da Venezuela o ajudaram a entrar na Colômbia

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AFP / Raul ARBOLEDA

O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido por cerca de 50 governo como presidente interino da Venezuela, afirmou que a força armada venezuelana “participou” na operação que permitiu que ele chegasse à Colômbia nesta sexta-feira, apesar de a justiça ligada ao chavismo ter determinado ele não podia sair do país.

“A pergunta é como chegamos aqui hoje quando proibiram o espaço aéreo, impedindo qualquer tipo de viagem marítima, criando obstáculos nas estrada(…) Estamos aqui precisamente porque as forças armadas também participaram nesse processo”, assinalou Guaidó na cidade fronteiriça de Cúcuta.

Em uma declaração à imprensa na companhia dos presidentes da Colômbia, Chile, Paraguai, e o secretário-geral da OEA, o líder político disse que atravessou o território venezuelano para buscar a ajuda doada pelos Estados Unidos e seus aliados para enfrentar a grave crise que afeta o país petrolífero.

“Amanhã, um mês depois de tomar posse como presidente encarregado, todo o povo da Venezuela estará nas ruas exigindo a entrada da ajuda humanitária”, afirmou.

Guaidó acrescentou nesse breve contato com a imprensa que a Guarda Nacional Bolivariana foi decisiva.

“Seus membros foram decisivos”, enfatizou.